segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Qualidade de vida no trabalho: as relações com seu chefe, colegas e a sua carreira - Max Gehringer + Dez mancadas que podem custar a sua cabeça

Para se dar bem na carreira profissional, não basta somente competência e excelência de resultados a curto prazo. 
É preciso ter um bom fair play, jogo de cintura, saber lidar com o chefe e gerir a carreira como um todo.
Nesta entrevista ao Vya Estelar, o escritor, jornalista e economista, Max Gehringer, que acaba de lançar o livro, Não Aborde o Seu Chefe no Banheiro, (E. Campus), revela dez mancadas que podem arruinar a sua carreira. 
Ele diz como preparar um currículo, como proceder numa entrevista, como se comportar no ambiente de trabalho e gerir a carreira. E é claro, como lidar com o seu chefe.
Vya Estelar - Meu chefe, abusando de seu poder e autoridade, me deu um grande bronca? O quê fazer?
Max Gehringer - Se a bronca foi merecida, o melhor é assumir o erro. Se o tom do chefe for de alguns decibéis acima do normal, uma resposta curta e em tom sussurrado normalmente faz com que ele baixe a voz na sentença seguinte. Agora, se o funcionário não tem culpa de nada e o chefe está descarregando em cima dele todas as suas frustrações pessoais, só há um conselho prático: é mais fácil mudar de chefe do que mudar o chefe.

Vya Estelar - Você percebe que o seu chefe não te topa? Tem como reverter esta situação?
Max Gehringer - Só há dois motivos, profissionalmente falando, para um chefe não gostar de um funcionário: ou o funcionário é incompetente demais, ou é competente demais. O segundo caso é o mais grave, porque o chefe fica com inveja e com medo do funcionário, e faz o possível para mantê-lo sob controle. Mas há funcionários que, sem querer, fazem o chefe ficar com raiva deles, de graça. Por exemplo, vestem-se melhor que o chefe. Ou sabem que o chefe não fez faculdade e ficam comentando em voz alta seus MBAs e mestrados. Ou sabem que o chefe só fala português e insistem em usar termos ingleses na conversa. Nada disso é culpa do funcionário, claro, mas é bom não esquecer que sempre prevalece o ponto de vista do chefe.

Vya Estelar - Por que eu não devo abordar o meu chefe no banheiro?
Max Gehringer - Porque, entre outras coisas, ele pode estar com as mãos ocupadas. Mas o conselho é uma metáfora para as coisas simples e perfeitamente evitáveis que podem complicar a carreira de um funcionário. Coisas que a gente faz sem perceber o risco e depois passa o resto da vida se arrependendo de ter feito.

Vya Estelar - Acabei de ser contratado numa empresa, como devo agir no ambiente de trabalho?
Max Gehringer - Observando tudo com visão microscópica. Nunca dando a entender que sabe mais do que o pessoal da casa. Nunca mencionando a empresa anterior como paradigma. Oferecendo-se para colaborar com qualquer um, em tudo o que for necessário. Parece incrível, mas eu diria que nem 20% dos novos contratados procedem assim.

Vya Estelar - Como você vê a figura do puxa-saco?
Max Gehringer - O puxa-saco é assim como o corrupto: ele é só a metade da equação. Só existem puxa-sacos porque existem sacos puxáveis, e há muito mais gente do que parece que adora ter o saco puxado constantemente. 

Assim, o puxa-saco acaba conseguindo um ambiente favorável para progredir e deixar os profissionais éticos para trás. Gostar de puxa-sacos nenhum de nós gosta, mas eles são como os carrapatos: a única maneira de extingui-los é extinguindo o corpo que lhes fornece pousada. Mas o pior de tudo é que, sim, há puxa-sacos muito competentes. E eles vão longe...

Vya Estelar - Como preparar um currículo?
Max Gehringer - Curto e grosso, com as informações básicas. Porém, mais importante que o currículo em si, é a carta à qual ele é anexado. Uma carta pessoal, que sensibilize o selecionador. 
Uma vez, eu recebi um currículo com uma carta que começava assim: "Sou entregador de pizza e estou no quarto ano da faculdade...". Mandei contratar o sujeito correndo.

Vya Estelar - Por quê?
Max - Porque ele foi o único que se diferenciou da mesmice geral - aquelas cartas que começavam com "implementei", "economizei", "liderei" e outros verbos na primeira pessoa. Além disso, alguém que está no último ano da faculdade e entrega pizzas num sábado à noite já diz, em uma única frase, que é pró-ativo e não tem problemas para trabalhar sob pressão, sem precisar repetir esses chavões.

Vya Estelar - Como proceder numa entrevista?
Max Gehringer - O maior erro que os entrevistados cometem é a falta de traquejo para lidar com o silêncio. O entrevistador faz uma pergunta simples, o entrevistado dá uma resposta adequada, e aí o entrevistador não diz nada. É quando o entrevistado acha que tem que "acrescentar" mais alguma coisa à resposta e, normalmente, inventa, exagera, ou dramatiza. E aí começa a derrapar.

Vya Estelar - Quais atributos ou talentos um profissional precisa ter ou desenvolver para ser bem sucedido na carreira?
Max Gehringer - Só há um: conseguir resultados práticos de curtíssimo prazo. O resto - escolaridade, liderança e mais uma imensa lista de atributos desejáveis - se assenta sobre o pilar dos resultados. Empresas perdoam tudo num funcionário que extrapola suas metas.

Vya Estelar - O fator sorte conta para você se dar bem?
Max Gehringer - A sorte existe, mas é preciso que o funcionário se prepare para ter sorte. Uma vez, numa múlti em que eu trabalhei, um colega "teve a sorte" de ser escolhido em um programa mundial de treinamento, de seis meses, na Matriz, nos Estados Unidos. Aparentemente, a escolha tinha sido aleatória, já que havia muitos outros candidatos locais iguais ou até melhores que o felizardo. Depois, descobrimos que nosso colega "de sorte" andava mandando alguns e-mails para o Diretor Mundial de RH, que havia apreciado a iniciativa do danadinho. 

Os e-mails eram inofensivos: falavam da situação da floresta amazônica e coisas do tipo, mas quem tinha a palavra final no processo de seleção era exatamente esse Diretor Mundial de RH. E, na hora do vamos-ver, ele lembrou de nosso colega "de sorte"...

Vya Estelar - Meu colega quer puxar o meu tapete? O quê fazer?
Max Gehringer - Prepare-se. Se o colega é daqueles que vai jantar com o chefe, vá também. Se ele é daqueles que fica até mais tarde para conversar sozinho com o chefe, seja o último a sair. Isso é mais ou menos como luta de boxe: depois do nocaute, não adianta dizer que não esperava o golpe...

Vya Estelar - Qual é o perfil de profissional que as empresas estão procurando hoje em dia?
Max Gehringer - Cada empresa tem o seu padrão. Há coisas meio óbvias, como formação superior, conhecimento de idiomas e de informática, mas uma empresa está também interessada no comportamento do candidato. Para algumas empresas, o candidato com o perfil ideal é o que está disposto a sacrificar seu lazer e sua família em nome do trabalho. Para outras, funcionários assim nem passam pela Portaria. 

O importante é o candidato se informar sobre a empresa e ver se o seu perfil se encaixa no que a empresa quer. Isso pode ser feito através do site da empresa, ou em conversas com ex-funcionários.

Vya Estelar - Você trata a questão do mau hálito no seu livro. Um profissional competente pode ser demitido exclusivamente por esse quesito, já que você coloca que o mau hálito já arruinou carreiras.
Max Gehringer - Não conheço ninguém que foi dispensado só por isso (ou por ter caspa, ou por não usar desodorante). Mas conheço muita gente que teve a carreira desacelerada por causa dessas coisas, já que empresas não são lá muito a favor de ver alguém que cheire mal representando-as publicamente. 
O mau hálito é um dos elementos que podem arruinar uma carreira, mas é um dos poucos que podem ser corrigidos rapidamente. O problema é que as pessoas com aquele mau hálito insuportável não se dão conta disso. Aliás, todos nós temos mau hálito, só não sabemos o grau.

Vya Estelar - Como contar isso para quem tem?
Max Gehringer - No meu livro, eu conto como resolvemos um problema aparentemente insolúvel: dizer para um cara muito mal-humorado que ele tinha mau hálito. Fizemos então o seguinte: pedimos para o Nelson dizer para o Vítor que o Vítor tinha mau hálito. O Nelson não queria fazer isso de jeito nenhum, mas nós o convencemos de que só ele tinha ascensão suficiente sobre o Vítor para dar conta da tarefa. A muito custo, o Nelson concordou. E nós o enchemos de estatísticas e dados clínicos sobre o mau hálito. Aí, um dia, o Nelson chegou para o Vitor e disse: "Vitor, você sabia que a maioria das pessoas que têm mau hálito nem sabem disso?". E o Vitor respondeu na lata: "Pô, Nelson, até que enfim você se tocou". E foi assim que nós curamos o mau hálito do Nelson.

Vya Estelar - Qual foi a história corporativa mais estapafúrdia, hilária e inusitada que você já viu?
Max Gehringer - Eu trabalhei em um grupo nacional, fanático por redução de custos. Um dia, precisávamos comprar bonés para os temporários que trabalhariam na fábrica durante a safra de tomate. E o setor de Compras informou à Alta Direção que conseguiria comprar um lote de 250 bonés com um desconto incrível, coisa de 60% abaixo do preço de mercado. Só que tinha um probleminha: os bonés eram todos de tamanho "P", o que quer dizer que dava para enfiar, quando muito, um mamão papaya dentro deles. 

E a Alta Direção nem teve dúvidas: autorizou a compra e emitiu um comunicado para a área de Recrutamento, informando que "os admitidos deverão ter uma circunferência craniana de, no máximo, 32 centímetros". 

Ou seja, em nome da suposta economia, deixamos de contratar boas cabeças para contratar cabecinhas de prego...

Vya Estelar - Quais seriam as principais mancadas que podem arruinar uma carreira?

Dez mancadas que podem custar a sua cabeça

Falar mal do chefe - Matematicamente, a extensão do alcance das orelhas do chefe corresponde à soma da área total de todas as paredes da empresa. Até o espelho do banheiro é espião do chefe. Não importa o que o subordinado diga, nem onde, nem a quem, a coisa acabará chegando aos ouvidos do chefe. E de forma bastante ampliada.

Ofuscar o chefe - O chefe acabou de dizer, em uma roda de funcionários, que só conseguiu terminar a faculdade com muito sacrifício, porque era pobre... e o subordinado imediatamente se põe a falar sobre o MBA que fez em Harvard?

Botar a culpa no chefe - Nem sempre o caminho mais fácil é o mais seguro. E esse é o mais inseguro de todos.

Assumir responsabilidades que são do chefe.

Tratar o chefe como amigo íntimo na frente de estranhos.

Interromper o chefe. Não é que chefes não gostem de ser interrompidos. Eles detestam.

"Chefe temos um problema". Temos quem, cara-pálida? Você tem um problema. Tecnicamente, isso se chama "delegar para cima".

"Tenho certeza, chefe, de que você é aberto a críticas, portanto..." Portanto, quem disse isso não entende nada de certezas.

"É urgente?" Se não fosse, por qual outro motivo o chefe estaria pedindo pessoalmente?

"Ah, eu tinha entendido outra coisa". O chefe, até onde se sabe, fala português. E, se não fala, aprender sânscrito para entendê-lo é um problema do subordinado.

"Ah, tem mais um detalhezinho". Chefes detestam detalhes, principalmente aqueles que eles mesmos esqueceram de lembrar.

Para falar com Max Gehringer o e-mail é: max.g@uol.com.br

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O papel do contador na gestão tributária dos pequenos empreendimentos

A gestão de tributos é um dos fatores primordiais para o sucesso de qualquer empreendimento no Brasil. Não é à toa que a carga tributária é uma das principais dificuldades apontadas pelos empresários, pois, de fato, a voracidade do fisco, velha conhecida do povo brasileiro, traz graves impactos à operacionalização de qualquer empresa e é um dos principais componentes do chamado “Custo Brasil”. Existem, porém, maneiras de minimizar o efeito dos impostos, taxas e contribuições na saúde financeira e econômica dos empreendimentos. 

Em um país no qual são criadas cerca de trinta e sete novas normas tributárias a cada dia (segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT), os gestores devem estar, acima de tudo, muito bem informados. Ainda assim, o que notamos, em especial nas micro e pequenas empresas, é a falta de orientação dos empresários, os quais muitas vezes não realizam sequer um planejamento tributário adequado.

A falta de preparo para lidar com os altos tributos faz com que uma grande parte desses empreendimentos atuem na informalidade ou recorram a práticas ilícitas de sonegação fiscal para manter as suas atividades e sobreviver, o que é prejudicial para a sociedade, para o mercado, para a economia e para a própria empresa, a qual terá dificuldades de crescimento.
Para que o empreendimento se desenvolva corretamente é preciso que a gestão tributária seja implementada desde o seu nascimento, ainda na escolha do regime de tributação, pois, ao contrário do que crê o senso comum, nem sempre a opção pelo Simples Nacional é a mais vantajosa.
Destaca-se aí o papel do contabilista nesse processo de educação tributária de seus clientes de pequeno porte. O contador é o profissional responsável pela geração de informações sobre o patrimônio da empresa, evidenciando a sua situação econômica e financeira. Assim, não basta apenas apurar os impostos e gerar guias de recolhimento, ele deve ter também um papel-chave na construção de uma rotina de gestão de tributos.
Especialmente nas micro e pequenas empresas, onde os gestores (que, normalmente, são os próprios empresários) não possuem, na maioria dos casos, o conhecimento necessário da legislação tributária, o contador deve voltar esforços para expor com clareza as opções disponíveis para a tomada de decisão, indicando as vantagens e desvantagens de cada caminho.
Ressalta-se que, para assumir esse papel, o contador deve estar preparado para encarar esse desafio. Dessa forma, é importante que o profissional da contabilidade esteja sempre atualizado, atento às mudanças repentinas desse confuso cenário tributário brasileiro. É um trabalho árduo, porém bastante recompensador.
Outro aspecto vital para uma boa gestão tributária é a organização. E para que uma empresa possa ser considerada realmente organizada não basta apenas manter em boa ordem os seus documentos. A organização, em um sentido mais amplo, abrange também a “organização contábil”, com a manutenção de uma escrituração completa (ainda que simplificada, no caso das micro e pequenas empresas) e que reproduza fielmente a situação patrimonial, econômica e financeira daquela entidade.
Muitas pequenas empresas utilizam-se de regalias concedidas pela legislação fiscal para não manter os registros contábeis completos, o que, no final das contas, acaba se tornando um “tiro no pé”, pois nenhum empreendimento consegue se desenvolver de forma sólida sem as informações geradas pela contabilidade.
De maneira geral, a Gestão Tributária é a principal arma dos pequenos empreendimentos contra a voracidade do fisco e cabe ao contador a tarefa de muni-la com as informações necessárias para o seu correto funcionamento.

Por André Charone Tavares Lopes
Portal da Classe Contábil.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Código de Ética Profissional passa por alterações

A partir de agora, conforme previsto no novo texto, o CEPC passa a se chamar Código de Ética Profissional do Contador (CEPC).

O Plenário do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) alterou no início de dezembro dispositivos do Código de Ética Profissional do Contabilista (CEPC) - Resolução CFC n.° 803/96 -, por meio da Resolução CFC n.° 1.307/10. A partir de agora, conforme previsto no novo texto, o CEPC passa a se chamar Código de Ética Profissional do Contador (CEPC). Além da mudança do nome, foram estipuladas novas condutas aos profissionais e também comportamentos que podem ser considerados como infração ética, entre eles o não cumprimento dos programas de educação continuada estabelecidos pelo Conselho Federal de Contabilidade. O vice-presidente de Fiscalização do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RS), contador Paulo Walter Schnorr, explica quais as novidades no código e a relevância delas.
JC Contabilidade - Quais as alterações aprovadas para o Código de Ética Profissional pelo CFC?
Paulo Walter Schnorr - As alterações que foram promovidas são decorrentes da mudança da Lei de Regência da classe (DL 9295/46), conforme a Lei 12.249 de 6 de 2010. Estas alterações são de diversos pontos, dos quais destaco a denominação, que passa a se chamar Código de Ética Profissional do Contador. O Código de Ética se destina a todos os Profissionais da Contabilidade, assim entendidos os Contadores e os Técnicos em Contabilidade. 
Entre as mudanças, passaram a ser considerados infração ética o não cumprimento dos programas de educação continuada estabelecidos pelo CFC, a falta de comunicação de mudança no domicílio ou da organização contábil, a falta de comunicação de fatos necessários ao controle e fiscalização profissional e  a falta de auxílio à fiscalização do exercício profissional.
Também foram incluídas novas condutas contrárias à ética profissional no Código, tais como apropriar-se indevidamente de valores confiados à sua guarda, exercer a profissão demonstrando comprovada incapacidade técnica e deixar de apresentar documentos e informações quando solicitados pela fiscalização dos Conselhos Regionais. 
Schnorr - As medidas tomadas são no sentido de abranger a toda a classe contábil, ou seja, os contadores e os técnicos, visando a dar uma garantia de que se aprecia que todos os profissionais ajam com capacidade técnica, observem o Princípios de Contabilidade e as Normas de Contabilidade (aliás todas já convergidas ao Padrão Internacional).
Contabilidade - As medidas atendem apenas aos contadores ou englobam também o trabalho dos técnicos em contabilidade? 
Schnorr - As medidas tomadas são no sentido de abranger a toda a classe contábil, ou seja, os contadores e os técnicos, visando a dar uma garantia de que se aprecia que todos os profissionais ajam com capacidade técnica, observem o Princípios de Contabilidade e as Normas de Contabilidade (aliás todas já convergidas ao Padrão Internacional).

Contabilidade - Estão previstas punições ou sanções mais severas em casos de descumprimento ao código de ética? 
Schnorr - As punições ético-profissionais foram ampliadas, tendo em vista a inclusão da possibilidade de cassação do registro profissional, nos seguintes casos:
a) Agir com comprovada incapacidade técnica;
b) Apropriar-se indevidamente de valores confiados à sua guarda;
c) comprovada incapacidade técnica de natureza grave; 
d) crime contra a ordem econômica e tributária;
e) produção de falsa prova de qualquer dos requisitos para registro profissional.
Contabilidade - O profissional contábil tem recebido maior destaque nos últimos anos, uma vez que novas funções foram atribuídas na sua rotina e consequentemente exige-se mais do seu trabalho. As alterações no código buscam de alguma forma adequar-se também à nova realidade dos contadores? 
Schnorr - Sim, na medida em que os profissionais precisam comprovar sua atualização, precisam estar em sintonia com as Normas de Contabilidade, precisam exercer a profissão com zelo e exação, precisam cumprir as determinações legais e ainda acompanhar o ritmo dos seus clientes, fazendo com que as exigencias éticas sejam apreciadas e requeridas mais do que nunca. A ética deve estar acima de tudo.
Contabilidade – As mudanças acompanham o que vem sendo feito pela classe contábil em outros países? 
Schnorr - As alterações visam a adequar os profissionais brasileiros ao que já existe em termos de Códigos de Ética em outros países, visando a harmonizar a questão no sentido de dar relevância àquilo que realmente importa, fazendo o profissional contábil agir de forma estritamente ética e disciplinada. O Código de Ética, aprovado pela Resolução 803/96, não foi revogado, o que houve foi o acréscimo das questões antes abordadas por meio da Resolução CFC 1307 de 09.12.2010, publicada no DOU de 14.12.2010.
Fonte: Jornal do Comércio

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lições de vida com Steve Jobs

Texto do discurso de formatura proferido por Steve Jobs, CEO da Apple Computer e da Pixar Animation Studios, em 12 de junho de 2005.

“Obrigado
Estou honrado por estar aqui com vocês na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Verdade seja dita: Eu nunca conclui a faculdade e esse é o mais perto que eu já estivede uma formatura de faculdade. Hoje, eu quero contar três histórias sobre minha vida… É isso, nada de especial, só três histórias.
A primeira é sobre ligar os pontos. Eu abandonei a faculdade depois do primeiro semestre. Mas continuei frequentando informalmente por 18 meses, até que eu realmente saísse. E porque eu saí? Começou antes mesmo de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem não formada e decidiu me colocar para adoção. Ela sentiu que eu deveria ser adotado por formados, então tudo estava arranjado, para eu ser adotado ao nascer por um advogado e sua esposa. Exceto que quando eu nasci, eles decidiram de última hora que na verdade queriam uma menina. Então meus pais, que estavam numa lista de espera receberam uma ligação no meio da noite, perguntando: “Nós temos um menino inesperado, vocês o querem?” Eles disseram: “Claro”. Minha mãe biológica descobriu depois, que minha mãe nunca concluiu a faculdade e meu pais nunca concluiu o Ensino Médio. Ela se negou a assinar o papéis finais de adoção. Só mudou de idéia alguns meses depois, quando meus pais prometeram que eu iria a faculdade.
Esse foi o começo, na minha vida. E dezessete anos depois eu fui a faculdade. Mas eu escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais seriam gastas na minha formação. Depois de seis meses, eu não podia ver valor nisso. Eu não tinha idéia do que fazer da minha vida e nem como a faculdade iria me ajudar a descobrir.
E aqui estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais juntaram a vida toda. Então eu decidi sair e confiar que tudo correria bem. Foi muito assustador na época, mas olhando de hoje, foi uma das melhores decisões que eu já fiz. No minuto que eu saí, eu pude parar de frequentar as aulas obrigatórias que não me interessavam e começar a frequentar as que realmente me interessavam. Não foi tudo romântico. Eu não tinha um dormitório, então dormia no chão de quartos de amigos. Eu retornava garrafas de Coca por 5 centavos para comprar comida com o dinheiro e eu andava 7 milhas toda noite de domingo para ter uma boa refeição por semana no templo Hare Krishna.
Eu amava isso. E muito do que eu tropecei, por seguir minha curiosidade e intuição se tornou valioso no futuro. Deixe-me dar um exemplo: Reed College naquela época, oferecia, talvez, as melhores aulas de caligrafia do país. Por todo o campus, todo poster, toda capa e todo cartaz, era lindamente escrito a mão. Já que eu tinha abandonado, e não tinha que ter as aulas normais decidi que teria aulas de caligrafia para aprender a fazer isso. 
Aprendi sobe serifa, estilo serifa sans, sobre variar o espaçamento entre diferentes combinações de letras. Sobre o que faz ótima tipografia ser ótima. Era bonito, histórico, sutilmente artístico, de uma maneira que a ciência não compreende. Eu achei isso fascinante. Nada disso tinha sequer esperança de ser útil na minha vida. Mas 10 anos depois, quando desenvolvíamos o primeiro computador Macintosh, tudo veio a mim. E colocamos tudo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse feito aquele específico curso na faculdade, o Mac nunca teria múltiplos estilos de letras, ou espaços proporcionais. E já que o Windows copiou o Mac, talvez nenhum computador pessoal as tivesse… (aplausos).
Se eu nunca tivesse abandonado, não teria feito as aulas de caligrafia, e os computadores pessoais poderiam não ter a otima tipografia que têm. Claro que era impossível de ligar os pontos quando eu estava na faculdade. Mas era muito, muito claro olhando para trás, 10 anos mais tarde. De novo, você não pode ligar os pontos olhando para o futuro. Você só pode ligá-los, olhando para o passado. Então você tem que confiar que os pontos vão, de alguma maneira, se ligar no futuro. Você tem que confiar em alguma coisa, seu Deus, destino, vida, karma, qualquer coisa, porque acrediar que os pontos vão se ligar em algum momento, vai te dar confiança para seguir seu coração, mesmo que te leve para um caminho diferente do previsto. E isso fará toda a diferença.
Minha segunda história é sobre amor e perdas. Eu tive sorte, encontrei cedo o que amava fazer. Woz (Steve Wozniak) e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Nós trabalhamos duro, e em 10 anos a Apple passou de nós dois em uma garagem para uma companhia de 2 bilhões de dólares com 4 mil empregados. Nós acabávamos de lançar nossa maior criação, o Macintosh um ano antes e eu fizera 30 anos. 
Então fui demitido. 
Como você pode ser demitido de uma empresa que você criou? Bom, conforme a Apple crescia, nós contratamos alguém para dirigir a companhia. E pelo primeiro ano ou mais as coisas foram bem. Mas então nossas visões começaram a divergir, e eventualmente tivemos uma discussão. Foi quando o nosso quadro de diretores escolheram ele, e aos 30, eu estava fora, muito publicamente fora. 
Tudo em que eu me foquei a minha vida adulta inteira foi tirado de mim. E foi devastador. Eu realmente não soube o que fazer por alguns meses. Eu senti como se tivesse falhado com a geração anterior de empresários, como se eu tivesse derrubado o bastão quando foi passado para mim. Eu me encontrei com David Pakard e Bob Noice, para me desculpar, por ter errado tão feio. Eu era um fracassado público, e até pensei em sair de “Valley” (Silicon Valley). 
Mas alguma coisa lentamente começou a nascer em mim, eu continuava amando o que eu fazia, as coisas que aconteceram com a Apple não mudaram isso em nada, eu havia sido rejeitado, mas continuava a amando. Então decidi começar de novo. Eu não podia ver, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter me acontecido. 
O peso de ser vitorioso foi substituido pelo vazio de ser um iniciante outra vez, sem muita certeza sobre nada, eu me libertei para entrar em um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os próximos 5 anos, criei uma companhia chamada Next, outra companhia chamada Pixar, e me apaixonei por uma mulher incrível que se tornou minha esposa. A Pixar seguiu e criou o primeiro grande filme de animação por computadores, Toy Story, e hoje é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. 
Em uma incrível sucessão de eventos, a Apple comprou a Next e eu voltei a Apple, e a tecnologia desenvolvida na Next é o coração da atual recuperação da Apple, e Lorenne e eu temos uma linda família juntos.
Eu tenho certeza que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi péssimo o gosto do remédio, mas o paciente precisava disso. Algumas vezes a vida pode te atingir na cabeça com um tijolo, não perca a fé. Me convenci que a única coisa que me fez seguir em frente é que eu amava o que fazia. 
Você tem que achar o que ama. E isso é tão verdade para o trabalho, quanto é para as pessoas que ama. Seu trabalho vai preencher boa parte da sua vida, e a única maneira de ser verdadeiramente satisfeito, é fazer o que acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho, é amar o que você faz. 
Se você não achou isso ainda, continue procurando, e não desista, como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar, e como toda grande relação, só tende a melhorar com o passar do tempo. Então continue procurando! Não desista! (aplausos)
Minha terceira história é sobre a morte. Quando eu tinha 17 anos, eu li uma citação que dizia algo como: “Se você viver todos os dias como se fosse o último, ocasionalmente acertará!” Isso me deixou marcado e desde então, pelos próximos 33 anos, eu olhei no espelho todas as manhãs e me perguntei: “Se hoje fosse o último dia da minha vida eu iria querer fazer o que estou prestes a fazer hoje? E sempre que a resposta foi “não”, por muitos dias consecutivos eu sabia que precisava mudar algo.
Lembrar que se vai morrer em breve é a mais importante ferramente que já encontrei para fazer grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo, todas as expectativas, todo o orgulho, todo medo de falhar, todas essas coisas simplesmente desaparecem, quando se enfrenta a morte. Deixando apenas o que é realmente importante.
Lembrar que você vai morrer, é a melhor maneira que conheço de evitar a armadilha de imaginar que se tem algo a perder. Você já está nu, não há razão para não seguir seu coração. 
Cerca de um ano atrás, fui diagnosticado com câncer. Fiz um exame 7:30 da manhã, que claramente mostrava um tumor no meu pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas, os médicos me disseram que esse era muito provavelmente um tipo de câncer que é incurável. E que eu não deveria esperar viver mais que 3 a 6 meses. 
Meu médico me disse para ir para casa e colocar meus assuntos em ordem. O que é o código dos médicos para “prepare-se para morrer”. Isso significa tentar dizer para seus filhos, tudo que você imaginou ter dez anos para dizer, em poucos meses. Isso significa ter certeza de que tudo está acertado, para que seja o mais fácil possível para sua família. 
Significa dizer adeus. Eu vivi com esse diagnóstico o dia inteiro, e mais tarde, eu fiz uma biópsia, onde colocaram um endoscópio pela minha garganta, através do meu estômago até meu intestino, colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha esposa, que estava lá, disse que quando os médicos viram as células no microscópio, começaram a chorar. Porque ficou claro que era uma forma muito rara de câncer pancreático, que era curável com cirurgia. Eu fiz a cirurgia e estou bem agora. (aplausos)
Esse foi o mais próximo que já estive de enfrentar a morte e espero que seja o mais perto que eu chegue por mais algumas décadas. 
Passar por isso, me dá autoridade de dizer com mais certeza do que quando morte era um conceito útil mas apenas ilustrativo. Ninguém quer morrer, mesmo as pessoas que querem ir para o paraíso, não querem morrer para isso. E ainda assim, morte é o destino que todos compartilhamos. 
Ninguém nunca escapou disso e é assim que deve ser, porque a morte é a maior invenção da vida, é o agente que renova a vida, limpa espaço do velho para dar lugar ao novo. Neste instante, o novo é você. 
Mas algum dia não muito distante, você vai gradualmente se tornar velho e será substituido. Desculpe ser tão dramático, mas é apenas a verdade. Seu tempo é limitado, então não o perca vivendo a vida de outra pessoa, não seja preso pelo dogma, que é viver em função do pensamento de outras pessoas. Não deixe o ruído das opiniões de outras pessoas calar sua própria voz interior. E acima de tudo, tenha coragem de seguir seu coração e intuição, de alguma maneira eles já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era jovem, havia uma publicação incrível, chamada de “The Whole Earth Catalogue” (O maior catálogo da Terra) que foi uma das bíblias da minha geração. 
Foi criada por um sujeito chamado Stewart Brand, não muito longe daqui, no “Menlo Park”, e era trazido à vida por seu toque poético. Isso foi nos anos 60, antes de computadores pessoais, e publicações pessoais. 
Então era todo feito em máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em papel, cerca de 35 anos antes do Google. Era idealístico, transbordando ferramentas limpas e ótimas noções. 
Stewart e sua equipe colocaram vários assuntos na “Whole Earth Catalogue” e então, quando concluiu seu objetivo, colocaram um assunto final. Era o início dos anos 70 e eu tinha a idade de vocês. Na capa do último assunto, havia uma fotografia de uma estrada do tipo que você poderia estar pegando carona, se fosse aventureiro. Abaixo haviam as palavras: “Fique com fome, fique tolo”. Foi a despedida deles ao assinar o livro.
“Fique com fome, fique tolo”. E eu sempre quis isso para mim. E agora, com vocês se formando para começar de novo eu desejo isso à vocês. “Fique com fome, fique tolo”.
Muito obrigado à todos.”

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Poder do Cliente Satisfeito

Estou escrevendo este texto há muitos meses. Sinceramente, até antes do dia 05/01/01 quando iniciei minhas férias, confesso que tinha quatro versões diferentes para este texto. Felizmente o sol, a praia e o sorvete resolveram meu problema - esta é quinta e última versão: a definitiva.

Isso mesmo, o sorvete resolveu meus problemas!!! Para quem tem filhos adolescentes a explicação é simples. Sol, praia, gatinhas e sorveteria no cair da tarde. Lá fui eu levando os dois para a sorveteria mais badalada da praia. Na verdade a praia tinha duas do tipo buffet, uma do lado da outra. A primeira estava sempre lotada, a outra vazia. Com aquele olhar de quem quer enxergar o fundo do pote de sorvete entramos na primeira e fomos recebidos por uma garota com um uniforme do tipo blusa, short e boné:
- Boa tarde, vamos arrumar um lugar para vocês. O buffet de sorvetes tem novidades – um seção de doces – e acabou de sair o sorvete de chocolate – eu recomendo. Sirvam-se e se precisarem de mim, meu nome é Juliana.
Juliana tinha razão, tomamos o sorvete de chocolate, comemos doce e ficamos satisfeitos com a qualidade dos sorvetes e do lugar, eu, principalmente com o atendimento, apesar do local estar lotado.
Saímos e resolvi entrar na sorveteria ao lado , sob protestos dos meus filhos. Não dava para entender a razão de uma estar sempre cheia e a outra ao lado com muitos locais disponíveis. Seria a qualidade do sorvete?
Entrei, sentei numa mesa e fui atendido por um garotão que jogou um cardápio para mim enquanto limpava a mesa com aqueles famosos panos que só se encontram com água e sabão uma vez por semana. De repente, o garoto dispara:
- E aí tio!!! O que vais ser? sorvete ou lanche?

Não tive coragem nem de responder, levantei-me, olhei para os meus filhos que riam à vontade , saí sem sequer dar qualquer desculpa. Tio é...
Comecei a entender um pouco do sucesso de uma e o fracasso da outra. Motivado pelas minhas pesquisas com formas de atendimento voltei várias vezes na sorveteria ( a primeira, claro!!!) até que consegui conversar com o dono, que sempre estava no caixa.
Muitas conversas depois e alguns gramas a mais de peso. Entendi a estratégia do dono da sorveteria. Muito simples disse-me ele: Cliente tem que ser tratado como único. Ele sempre volta quando é feliz aqui dentro. Quando vê que as pessoas estão aqui para deixá-lo satisfeito. Ele vem aqui para olhar e para ser olhado. É preciso sempre estar de olho neles, quer um exemplo: todas as meninas que atendem as mesas são treinadas sobre as principais atrações turísticas das nossas praias. Temos sempre a principais informações sobre a previsão do tempo para o dia seguinte. Todas sabem os shows que irão acontecer nos próximos dias. Aprenderam, também, as principais palavras em espanhol para atender os argentinos. Nenhuma delas pode trabalhar sem o uniforme e diariamente realizamos uma reunião para saber o que aconteceu no dia anterior.
Fiquei impressionado com o relato. Estava tendo uma aula de bom atendimento. Com lucros, com sucesso. Fiquei pensando como seria importante se cada integrante de uma equipe de atendimento ao observar um caso semelhante, assim como estou fazendo, contasse a história aos seus colegas e depois iniciassem uma discussão sobre o conteúdo daquele tipo de exemplo. Muitas vezes os casos práticos valem muito mais do que horas de treinamento em sala de aulas.
O poder do cliente satisfeito está na qualidade do relacionamento que ele tem com as pessoas. Cansamos de ouvir que quando somos bem atendidos divulgamos para um número muito menor de pessoas do que quando somos mal atendidos.
Cliente quer autenticidade , quer a verdade. Cliente quer colo. Quer ser tratado como único. Somente quando estamos no colo nos sentimos únicos. Lembra quando seu irmão ou irmã queria dividir o colo com sua mãe? Na minha casa acabava em briga!!! Aquele era o único momento que a mãe era só minha e que a atenção dela estava toda centrada em mim.
O cliente tem o poder de enxergar mais longe. Um bom atendimento também começa por um local limpo e bem arrumado. São as raras as exceções de locais onde se aplica o ditado: Por fora bela viola, por dentro pão bolorento. Pessoas limpas e trajadas de acordo, num ambiente limpo demonstram uma preocupação com o que o cliente não está vendo.
O cliente tem o poder da informação. Ele que saber um pouco mais sobre o produto e o que o cerca. No caso da combinação sorvete/praia, na pergunta: será que amanhã teremos sol? Pode estar incluída na resposta a decisão de voltar e experimentar outros sabores de sorvete. Ela informa outros clientes.
O cliente tem o poder da solução. Ele soluciona os problemas quando encontra disponibilidade e atenção para sugerir. Ele fornece idéias novas . Ele impulsiona o negócio.
E finalmente, o cliente tem o poder da elasticidade. Não estique nem exija demais dele. Ele pode chegar no seu ponto de ruptura, romper e nunca mais voltar.
Muitos são os poderes do cliente, depende das diversas situações e dos produtos e serviços. 
Uma sugestão para o pessoal de Desenvolvimento de RH das empresas: solicite aos colegas de toda a organização casos de bom e mal atendimento, escolham dois ou três, presenteiem os autores com um pote de sorvete preferido!!! Não esqueçam de divulgar o resultado, promover o debate e aproveitar as lições que a empresa pode tirar.
O que posso dizer agora é que o sorvete é uma delícia.

Por Armando Ribeiro    http://www.pensareweb.com.br

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ICMS NACIONAL dispõe sobre a emissão da Nota Fiscal Eletrônica - PROTOCOLO ICMS 82, DE 26 DE MARÇO DE 2010

 NOTA FISCAL ELETRÔNICA - NF-e  Novas Atividades Obrigadas a Partir de 01.12.2010


O CONFAZ, através do Protocolo ICMS N° 082/2010 (DOU de 16.06.2010), acrescentou uma listagem de novas atividades obrigadas à utilização da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55, em substituição à Nota Fiscal modelo 1 ou 1-A, a partir de 01.12.2010.



Altera o Anexo Único do Protocolo ICMS 42/09 que estabelece a obrigatoriedade da utilização da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) em substituição à Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, pelo critério de CNAE e operações com os destinatários que especifica.
Os Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal, neste ato representado pelos seus respectivos Secretários de Fazenda e Receita, considerando o disposto nos arts. 102 e 199 do Código Tributário Nacional, Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, e no § 2º da Cláusula Primeira do Ajuste SINIEF 07/05, de 30 de setembro de 2005, resolvem celebrar o seguinte:
Art. 7º - Deverão, obrigatoriamente, emitir Nota Fiscal Eletrônica - NF-e, modelo 55, em substituição à Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, os contribuintes que: Alterado pela Portaria CAT 173/2009 (DOE de 02.09.2009), vigência a partir de 25.11.2009 Redação Anterior
III - independentemente da atividade econômica exercida, a partir de 1º de dezembro de 2010, realizarem operações destinadas a:
a) Administração Pública direta ou indireta, inclusive empresa pública e sociedade de economia mista, de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
b) destinatário localizado em outra unidade da Federação.
c) de comércio exterior. Acrescentado pela Portaria CAT nº 123/2010 (DOE de 07.08.2010) - vigência a partir de 01.08.2010
O parágrafo 4º, item 6 desse mesmo artigo, traz a previsão de dispensa de alguns CFOP's nas operações interestaduais;
§ 4º - Não se aplica a obrigatoriedade de emissão da NF-e:
6 - nas operações realizadas por estabelecimento de contribuinte exclusivamente varejista com destinatário localizado em outra unidade da Federação, abrangidas pelos CFOP: 6.201, 6.202, 6.208, 6.209, 6.210, 6.410, 6.411, 6.412, 6.413, 6.503, 6.553, 6.555, 6.556, 6.661, 6.903, 6.910, 6.911, 6.912, 6.913, 6.914, 6.915, 6.916, 6.918, 6.920, 6.921; Acrescentado pela Portaria CAT nº 123/2010 (DOE de 07.08.2010) - vigência a partir de 01.08.2010
P R O T O C O L O
Cláusula primeira O Anexo Único do Protocolo ICMS 42, de 3 de julho de 2009, fica acrescido dos seguintes códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicos – CNAE:
“ANEXO ÚNICO"
As novas atividades obrigadas são as seguintes:
CNAE
Descrição CNAE
Início da obrigatoriedade
3511- 5/00
Geração de Energia Elétrica
01/12/2010
3513- 1/00
Comércio Atacadista de Energia Elétrica
01/12/2010
3514- 0/00
Distribuição de Energia Elétrica
01/12/2010
3512- 3/00
Transmissão de Energia Elétrica
01/12/2010
5211- 7/01
Armazéns Gerais - Emissão de Warrant
01/12/2010
5211- 7/99
Depósitos de Mercadorias para Terceiros, Exceto Armazéns Gerais e Guarda-Móveis
01/12/2010
5229-0/01
Serviços de apoio ao transporte por táxi, inclusive centrais de chamada
01/12/2010
5310- 5/01
Atividades do Correio Nacional
01/12/2010
5310- 5/02
Atividades de franqueadas e permissionárias do Correio Nacional
01/12/2010
6010- 1/00
Atividades de rádio
01/12/2010
6021- 7/00
Atividades de televisão aberta
01/12/2010
6022- 5/01
Programadoras
01/12/2010
6022- 5/02
Atividades relacionadas à televisão por assinatura, exceto programadoras
01/12/2010
6110-8/01
Serviços de telefonia fixa comutada - STFC
01/12/2010
6110-8/02
Serviços de redes de transporte de telecomunicações - SRTT
01/12/2010
6110-8/03
Serviços de comunicação multimídia - SCM
01/12/2010
6110-8/99
Serviços de telecomunicações por fio não especificados anteriormente
01/12/2010
6120-5/01
Telefonia móvel celular
01/12/2010
6120-5/02
Serviço móvel especializado - SME
01/12/2010
6120-5/99
Serviços de telecomunicações sem fio não especificados anteriormente
01/12/2010
6130-2/00
Telecomunicações por satélite
01/12/2010
6141-8/00
Operadoras de televisão por assinatura por cabo
01/12/2010
6142-6/00
Operadoras de televisão por assinatura por microondas
01/12/2010
6143-4/00
Operadoras de televisão por assinatura por satélite
01/12/2010
6190-6/01
Provedores de acesso às redes de comunicações
01/12/2010
6190-6/02
Provedores de voz sobre protocolo internet - VOIP
01/12/2010
6190-6/99
Outras atividades de telecomunicações não especificadas anteriormente
01/12/2010
6311-9/00
Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet
01/12/2010
6319-4/00
Portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet
01/12/2010
6391-7/00
Agências de notícias
01/12/2010
6399-2/00
Outras atividades de prestação de serviços de informação não especificadas anteriormente
01/12/2010
7311-4/00
Agências de publicidade
01/12/2010
7312-2/00
Agenciamento de espaços para publicidade, exceto em veículos de comunicação
01/12/2010
7319-0/99
Outras atividades de publicidade não especificadas anteriormente
01/12/2010
8020-0/00
Atividades de monitoramento de sistemas de segurança
01/12/2010

Fonte: Econet Editora Empresarial Ltda.