segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lições de vida com Steve Jobs

Texto do discurso de formatura proferido por Steve Jobs, CEO da Apple Computer e da Pixar Animation Studios, em 12 de junho de 2005.

“Obrigado
Estou honrado por estar aqui com vocês na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Verdade seja dita: Eu nunca conclui a faculdade e esse é o mais perto que eu já estivede uma formatura de faculdade. Hoje, eu quero contar três histórias sobre minha vida… É isso, nada de especial, só três histórias.
A primeira é sobre ligar os pontos. Eu abandonei a faculdade depois do primeiro semestre. Mas continuei frequentando informalmente por 18 meses, até que eu realmente saísse. E porque eu saí? Começou antes mesmo de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem não formada e decidiu me colocar para adoção. Ela sentiu que eu deveria ser adotado por formados, então tudo estava arranjado, para eu ser adotado ao nascer por um advogado e sua esposa. Exceto que quando eu nasci, eles decidiram de última hora que na verdade queriam uma menina. Então meus pais, que estavam numa lista de espera receberam uma ligação no meio da noite, perguntando: “Nós temos um menino inesperado, vocês o querem?” Eles disseram: “Claro”. Minha mãe biológica descobriu depois, que minha mãe nunca concluiu a faculdade e meu pais nunca concluiu o Ensino Médio. Ela se negou a assinar o papéis finais de adoção. Só mudou de idéia alguns meses depois, quando meus pais prometeram que eu iria a faculdade.
Esse foi o começo, na minha vida. E dezessete anos depois eu fui a faculdade. Mas eu escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais seriam gastas na minha formação. Depois de seis meses, eu não podia ver valor nisso. Eu não tinha idéia do que fazer da minha vida e nem como a faculdade iria me ajudar a descobrir.
E aqui estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais juntaram a vida toda. Então eu decidi sair e confiar que tudo correria bem. Foi muito assustador na época, mas olhando de hoje, foi uma das melhores decisões que eu já fiz. No minuto que eu saí, eu pude parar de frequentar as aulas obrigatórias que não me interessavam e começar a frequentar as que realmente me interessavam. Não foi tudo romântico. Eu não tinha um dormitório, então dormia no chão de quartos de amigos. Eu retornava garrafas de Coca por 5 centavos para comprar comida com o dinheiro e eu andava 7 milhas toda noite de domingo para ter uma boa refeição por semana no templo Hare Krishna.
Eu amava isso. E muito do que eu tropecei, por seguir minha curiosidade e intuição se tornou valioso no futuro. Deixe-me dar um exemplo: Reed College naquela época, oferecia, talvez, as melhores aulas de caligrafia do país. Por todo o campus, todo poster, toda capa e todo cartaz, era lindamente escrito a mão. Já que eu tinha abandonado, e não tinha que ter as aulas normais decidi que teria aulas de caligrafia para aprender a fazer isso. 
Aprendi sobe serifa, estilo serifa sans, sobre variar o espaçamento entre diferentes combinações de letras. Sobre o que faz ótima tipografia ser ótima. Era bonito, histórico, sutilmente artístico, de uma maneira que a ciência não compreende. Eu achei isso fascinante. Nada disso tinha sequer esperança de ser útil na minha vida. Mas 10 anos depois, quando desenvolvíamos o primeiro computador Macintosh, tudo veio a mim. E colocamos tudo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse feito aquele específico curso na faculdade, o Mac nunca teria múltiplos estilos de letras, ou espaços proporcionais. E já que o Windows copiou o Mac, talvez nenhum computador pessoal as tivesse… (aplausos).
Se eu nunca tivesse abandonado, não teria feito as aulas de caligrafia, e os computadores pessoais poderiam não ter a otima tipografia que têm. Claro que era impossível de ligar os pontos quando eu estava na faculdade. Mas era muito, muito claro olhando para trás, 10 anos mais tarde. De novo, você não pode ligar os pontos olhando para o futuro. Você só pode ligá-los, olhando para o passado. Então você tem que confiar que os pontos vão, de alguma maneira, se ligar no futuro. Você tem que confiar em alguma coisa, seu Deus, destino, vida, karma, qualquer coisa, porque acrediar que os pontos vão se ligar em algum momento, vai te dar confiança para seguir seu coração, mesmo que te leve para um caminho diferente do previsto. E isso fará toda a diferença.
Minha segunda história é sobre amor e perdas. Eu tive sorte, encontrei cedo o que amava fazer. Woz (Steve Wozniak) e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Nós trabalhamos duro, e em 10 anos a Apple passou de nós dois em uma garagem para uma companhia de 2 bilhões de dólares com 4 mil empregados. Nós acabávamos de lançar nossa maior criação, o Macintosh um ano antes e eu fizera 30 anos. 
Então fui demitido. 
Como você pode ser demitido de uma empresa que você criou? Bom, conforme a Apple crescia, nós contratamos alguém para dirigir a companhia. E pelo primeiro ano ou mais as coisas foram bem. Mas então nossas visões começaram a divergir, e eventualmente tivemos uma discussão. Foi quando o nosso quadro de diretores escolheram ele, e aos 30, eu estava fora, muito publicamente fora. 
Tudo em que eu me foquei a minha vida adulta inteira foi tirado de mim. E foi devastador. Eu realmente não soube o que fazer por alguns meses. Eu senti como se tivesse falhado com a geração anterior de empresários, como se eu tivesse derrubado o bastão quando foi passado para mim. Eu me encontrei com David Pakard e Bob Noice, para me desculpar, por ter errado tão feio. Eu era um fracassado público, e até pensei em sair de “Valley” (Silicon Valley). 
Mas alguma coisa lentamente começou a nascer em mim, eu continuava amando o que eu fazia, as coisas que aconteceram com a Apple não mudaram isso em nada, eu havia sido rejeitado, mas continuava a amando. Então decidi começar de novo. Eu não podia ver, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter me acontecido. 
O peso de ser vitorioso foi substituido pelo vazio de ser um iniciante outra vez, sem muita certeza sobre nada, eu me libertei para entrar em um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os próximos 5 anos, criei uma companhia chamada Next, outra companhia chamada Pixar, e me apaixonei por uma mulher incrível que se tornou minha esposa. A Pixar seguiu e criou o primeiro grande filme de animação por computadores, Toy Story, e hoje é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. 
Em uma incrível sucessão de eventos, a Apple comprou a Next e eu voltei a Apple, e a tecnologia desenvolvida na Next é o coração da atual recuperação da Apple, e Lorenne e eu temos uma linda família juntos.
Eu tenho certeza que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi péssimo o gosto do remédio, mas o paciente precisava disso. Algumas vezes a vida pode te atingir na cabeça com um tijolo, não perca a fé. Me convenci que a única coisa que me fez seguir em frente é que eu amava o que fazia. 
Você tem que achar o que ama. E isso é tão verdade para o trabalho, quanto é para as pessoas que ama. Seu trabalho vai preencher boa parte da sua vida, e a única maneira de ser verdadeiramente satisfeito, é fazer o que acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho, é amar o que você faz. 
Se você não achou isso ainda, continue procurando, e não desista, como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar, e como toda grande relação, só tende a melhorar com o passar do tempo. Então continue procurando! Não desista! (aplausos)
Minha terceira história é sobre a morte. Quando eu tinha 17 anos, eu li uma citação que dizia algo como: “Se você viver todos os dias como se fosse o último, ocasionalmente acertará!” Isso me deixou marcado e desde então, pelos próximos 33 anos, eu olhei no espelho todas as manhãs e me perguntei: “Se hoje fosse o último dia da minha vida eu iria querer fazer o que estou prestes a fazer hoje? E sempre que a resposta foi “não”, por muitos dias consecutivos eu sabia que precisava mudar algo.
Lembrar que se vai morrer em breve é a mais importante ferramente que já encontrei para fazer grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo, todas as expectativas, todo o orgulho, todo medo de falhar, todas essas coisas simplesmente desaparecem, quando se enfrenta a morte. Deixando apenas o que é realmente importante.
Lembrar que você vai morrer, é a melhor maneira que conheço de evitar a armadilha de imaginar que se tem algo a perder. Você já está nu, não há razão para não seguir seu coração. 
Cerca de um ano atrás, fui diagnosticado com câncer. Fiz um exame 7:30 da manhã, que claramente mostrava um tumor no meu pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas, os médicos me disseram que esse era muito provavelmente um tipo de câncer que é incurável. E que eu não deveria esperar viver mais que 3 a 6 meses. 
Meu médico me disse para ir para casa e colocar meus assuntos em ordem. O que é o código dos médicos para “prepare-se para morrer”. Isso significa tentar dizer para seus filhos, tudo que você imaginou ter dez anos para dizer, em poucos meses. Isso significa ter certeza de que tudo está acertado, para que seja o mais fácil possível para sua família. 
Significa dizer adeus. Eu vivi com esse diagnóstico o dia inteiro, e mais tarde, eu fiz uma biópsia, onde colocaram um endoscópio pela minha garganta, através do meu estômago até meu intestino, colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha esposa, que estava lá, disse que quando os médicos viram as células no microscópio, começaram a chorar. Porque ficou claro que era uma forma muito rara de câncer pancreático, que era curável com cirurgia. Eu fiz a cirurgia e estou bem agora. (aplausos)
Esse foi o mais próximo que já estive de enfrentar a morte e espero que seja o mais perto que eu chegue por mais algumas décadas. 
Passar por isso, me dá autoridade de dizer com mais certeza do que quando morte era um conceito útil mas apenas ilustrativo. Ninguém quer morrer, mesmo as pessoas que querem ir para o paraíso, não querem morrer para isso. E ainda assim, morte é o destino que todos compartilhamos. 
Ninguém nunca escapou disso e é assim que deve ser, porque a morte é a maior invenção da vida, é o agente que renova a vida, limpa espaço do velho para dar lugar ao novo. Neste instante, o novo é você. 
Mas algum dia não muito distante, você vai gradualmente se tornar velho e será substituido. Desculpe ser tão dramático, mas é apenas a verdade. Seu tempo é limitado, então não o perca vivendo a vida de outra pessoa, não seja preso pelo dogma, que é viver em função do pensamento de outras pessoas. Não deixe o ruído das opiniões de outras pessoas calar sua própria voz interior. E acima de tudo, tenha coragem de seguir seu coração e intuição, de alguma maneira eles já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era jovem, havia uma publicação incrível, chamada de “The Whole Earth Catalogue” (O maior catálogo da Terra) que foi uma das bíblias da minha geração. 
Foi criada por um sujeito chamado Stewart Brand, não muito longe daqui, no “Menlo Park”, e era trazido à vida por seu toque poético. Isso foi nos anos 60, antes de computadores pessoais, e publicações pessoais. 
Então era todo feito em máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em papel, cerca de 35 anos antes do Google. Era idealístico, transbordando ferramentas limpas e ótimas noções. 
Stewart e sua equipe colocaram vários assuntos na “Whole Earth Catalogue” e então, quando concluiu seu objetivo, colocaram um assunto final. Era o início dos anos 70 e eu tinha a idade de vocês. Na capa do último assunto, havia uma fotografia de uma estrada do tipo que você poderia estar pegando carona, se fosse aventureiro. Abaixo haviam as palavras: “Fique com fome, fique tolo”. Foi a despedida deles ao assinar o livro.
“Fique com fome, fique tolo”. E eu sempre quis isso para mim. E agora, com vocês se formando para começar de novo eu desejo isso à vocês. “Fique com fome, fique tolo”.
Muito obrigado à todos.”

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Poder do Cliente Satisfeito

Estou escrevendo este texto há muitos meses. Sinceramente, até antes do dia 05/01/01 quando iniciei minhas férias, confesso que tinha quatro versões diferentes para este texto. Felizmente o sol, a praia e o sorvete resolveram meu problema - esta é quinta e última versão: a definitiva.

Isso mesmo, o sorvete resolveu meus problemas!!! Para quem tem filhos adolescentes a explicação é simples. Sol, praia, gatinhas e sorveteria no cair da tarde. Lá fui eu levando os dois para a sorveteria mais badalada da praia. Na verdade a praia tinha duas do tipo buffet, uma do lado da outra. A primeira estava sempre lotada, a outra vazia. Com aquele olhar de quem quer enxergar o fundo do pote de sorvete entramos na primeira e fomos recebidos por uma garota com um uniforme do tipo blusa, short e boné:
- Boa tarde, vamos arrumar um lugar para vocês. O buffet de sorvetes tem novidades – um seção de doces – e acabou de sair o sorvete de chocolate – eu recomendo. Sirvam-se e se precisarem de mim, meu nome é Juliana.
Juliana tinha razão, tomamos o sorvete de chocolate, comemos doce e ficamos satisfeitos com a qualidade dos sorvetes e do lugar, eu, principalmente com o atendimento, apesar do local estar lotado.
Saímos e resolvi entrar na sorveteria ao lado , sob protestos dos meus filhos. Não dava para entender a razão de uma estar sempre cheia e a outra ao lado com muitos locais disponíveis. Seria a qualidade do sorvete?
Entrei, sentei numa mesa e fui atendido por um garotão que jogou um cardápio para mim enquanto limpava a mesa com aqueles famosos panos que só se encontram com água e sabão uma vez por semana. De repente, o garoto dispara:
- E aí tio!!! O que vais ser? sorvete ou lanche?

Não tive coragem nem de responder, levantei-me, olhei para os meus filhos que riam à vontade , saí sem sequer dar qualquer desculpa. Tio é...
Comecei a entender um pouco do sucesso de uma e o fracasso da outra. Motivado pelas minhas pesquisas com formas de atendimento voltei várias vezes na sorveteria ( a primeira, claro!!!) até que consegui conversar com o dono, que sempre estava no caixa.
Muitas conversas depois e alguns gramas a mais de peso. Entendi a estratégia do dono da sorveteria. Muito simples disse-me ele: Cliente tem que ser tratado como único. Ele sempre volta quando é feliz aqui dentro. Quando vê que as pessoas estão aqui para deixá-lo satisfeito. Ele vem aqui para olhar e para ser olhado. É preciso sempre estar de olho neles, quer um exemplo: todas as meninas que atendem as mesas são treinadas sobre as principais atrações turísticas das nossas praias. Temos sempre a principais informações sobre a previsão do tempo para o dia seguinte. Todas sabem os shows que irão acontecer nos próximos dias. Aprenderam, também, as principais palavras em espanhol para atender os argentinos. Nenhuma delas pode trabalhar sem o uniforme e diariamente realizamos uma reunião para saber o que aconteceu no dia anterior.
Fiquei impressionado com o relato. Estava tendo uma aula de bom atendimento. Com lucros, com sucesso. Fiquei pensando como seria importante se cada integrante de uma equipe de atendimento ao observar um caso semelhante, assim como estou fazendo, contasse a história aos seus colegas e depois iniciassem uma discussão sobre o conteúdo daquele tipo de exemplo. Muitas vezes os casos práticos valem muito mais do que horas de treinamento em sala de aulas.
O poder do cliente satisfeito está na qualidade do relacionamento que ele tem com as pessoas. Cansamos de ouvir que quando somos bem atendidos divulgamos para um número muito menor de pessoas do que quando somos mal atendidos.
Cliente quer autenticidade , quer a verdade. Cliente quer colo. Quer ser tratado como único. Somente quando estamos no colo nos sentimos únicos. Lembra quando seu irmão ou irmã queria dividir o colo com sua mãe? Na minha casa acabava em briga!!! Aquele era o único momento que a mãe era só minha e que a atenção dela estava toda centrada em mim.
O cliente tem o poder de enxergar mais longe. Um bom atendimento também começa por um local limpo e bem arrumado. São as raras as exceções de locais onde se aplica o ditado: Por fora bela viola, por dentro pão bolorento. Pessoas limpas e trajadas de acordo, num ambiente limpo demonstram uma preocupação com o que o cliente não está vendo.
O cliente tem o poder da informação. Ele que saber um pouco mais sobre o produto e o que o cerca. No caso da combinação sorvete/praia, na pergunta: será que amanhã teremos sol? Pode estar incluída na resposta a decisão de voltar e experimentar outros sabores de sorvete. Ela informa outros clientes.
O cliente tem o poder da solução. Ele soluciona os problemas quando encontra disponibilidade e atenção para sugerir. Ele fornece idéias novas . Ele impulsiona o negócio.
E finalmente, o cliente tem o poder da elasticidade. Não estique nem exija demais dele. Ele pode chegar no seu ponto de ruptura, romper e nunca mais voltar.
Muitos são os poderes do cliente, depende das diversas situações e dos produtos e serviços. 
Uma sugestão para o pessoal de Desenvolvimento de RH das empresas: solicite aos colegas de toda a organização casos de bom e mal atendimento, escolham dois ou três, presenteiem os autores com um pote de sorvete preferido!!! Não esqueçam de divulgar o resultado, promover o debate e aproveitar as lições que a empresa pode tirar.
O que posso dizer agora é que o sorvete é uma delícia.

Por Armando Ribeiro    http://www.pensareweb.com.br

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ICMS NACIONAL dispõe sobre a emissão da Nota Fiscal Eletrônica - PROTOCOLO ICMS 82, DE 26 DE MARÇO DE 2010

 NOTA FISCAL ELETRÔNICA - NF-e  Novas Atividades Obrigadas a Partir de 01.12.2010


O CONFAZ, através do Protocolo ICMS N° 082/2010 (DOU de 16.06.2010), acrescentou uma listagem de novas atividades obrigadas à utilização da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55, em substituição à Nota Fiscal modelo 1 ou 1-A, a partir de 01.12.2010.



Altera o Anexo Único do Protocolo ICMS 42/09 que estabelece a obrigatoriedade da utilização da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) em substituição à Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, pelo critério de CNAE e operações com os destinatários que especifica.
Os Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal, neste ato representado pelos seus respectivos Secretários de Fazenda e Receita, considerando o disposto nos arts. 102 e 199 do Código Tributário Nacional, Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, e no § 2º da Cláusula Primeira do Ajuste SINIEF 07/05, de 30 de setembro de 2005, resolvem celebrar o seguinte:
Art. 7º - Deverão, obrigatoriamente, emitir Nota Fiscal Eletrônica - NF-e, modelo 55, em substituição à Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, os contribuintes que: Alterado pela Portaria CAT 173/2009 (DOE de 02.09.2009), vigência a partir de 25.11.2009 Redação Anterior
III - independentemente da atividade econômica exercida, a partir de 1º de dezembro de 2010, realizarem operações destinadas a:
a) Administração Pública direta ou indireta, inclusive empresa pública e sociedade de economia mista, de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
b) destinatário localizado em outra unidade da Federação.
c) de comércio exterior. Acrescentado pela Portaria CAT nº 123/2010 (DOE de 07.08.2010) - vigência a partir de 01.08.2010
O parágrafo 4º, item 6 desse mesmo artigo, traz a previsão de dispensa de alguns CFOP's nas operações interestaduais;
§ 4º - Não se aplica a obrigatoriedade de emissão da NF-e:
6 - nas operações realizadas por estabelecimento de contribuinte exclusivamente varejista com destinatário localizado em outra unidade da Federação, abrangidas pelos CFOP: 6.201, 6.202, 6.208, 6.209, 6.210, 6.410, 6.411, 6.412, 6.413, 6.503, 6.553, 6.555, 6.556, 6.661, 6.903, 6.910, 6.911, 6.912, 6.913, 6.914, 6.915, 6.916, 6.918, 6.920, 6.921; Acrescentado pela Portaria CAT nº 123/2010 (DOE de 07.08.2010) - vigência a partir de 01.08.2010
P R O T O C O L O
Cláusula primeira O Anexo Único do Protocolo ICMS 42, de 3 de julho de 2009, fica acrescido dos seguintes códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicos – CNAE:
“ANEXO ÚNICO"
As novas atividades obrigadas são as seguintes:
CNAE
Descrição CNAE
Início da obrigatoriedade
3511- 5/00
Geração de Energia Elétrica
01/12/2010
3513- 1/00
Comércio Atacadista de Energia Elétrica
01/12/2010
3514- 0/00
Distribuição de Energia Elétrica
01/12/2010
3512- 3/00
Transmissão de Energia Elétrica
01/12/2010
5211- 7/01
Armazéns Gerais - Emissão de Warrant
01/12/2010
5211- 7/99
Depósitos de Mercadorias para Terceiros, Exceto Armazéns Gerais e Guarda-Móveis
01/12/2010
5229-0/01
Serviços de apoio ao transporte por táxi, inclusive centrais de chamada
01/12/2010
5310- 5/01
Atividades do Correio Nacional
01/12/2010
5310- 5/02
Atividades de franqueadas e permissionárias do Correio Nacional
01/12/2010
6010- 1/00
Atividades de rádio
01/12/2010
6021- 7/00
Atividades de televisão aberta
01/12/2010
6022- 5/01
Programadoras
01/12/2010
6022- 5/02
Atividades relacionadas à televisão por assinatura, exceto programadoras
01/12/2010
6110-8/01
Serviços de telefonia fixa comutada - STFC
01/12/2010
6110-8/02
Serviços de redes de transporte de telecomunicações - SRTT
01/12/2010
6110-8/03
Serviços de comunicação multimídia - SCM
01/12/2010
6110-8/99
Serviços de telecomunicações por fio não especificados anteriormente
01/12/2010
6120-5/01
Telefonia móvel celular
01/12/2010
6120-5/02
Serviço móvel especializado - SME
01/12/2010
6120-5/99
Serviços de telecomunicações sem fio não especificados anteriormente
01/12/2010
6130-2/00
Telecomunicações por satélite
01/12/2010
6141-8/00
Operadoras de televisão por assinatura por cabo
01/12/2010
6142-6/00
Operadoras de televisão por assinatura por microondas
01/12/2010
6143-4/00
Operadoras de televisão por assinatura por satélite
01/12/2010
6190-6/01
Provedores de acesso às redes de comunicações
01/12/2010
6190-6/02
Provedores de voz sobre protocolo internet - VOIP
01/12/2010
6190-6/99
Outras atividades de telecomunicações não especificadas anteriormente
01/12/2010
6311-9/00
Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet
01/12/2010
6319-4/00
Portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet
01/12/2010
6391-7/00
Agências de notícias
01/12/2010
6399-2/00
Outras atividades de prestação de serviços de informação não especificadas anteriormente
01/12/2010
7311-4/00
Agências de publicidade
01/12/2010
7312-2/00
Agenciamento de espaços para publicidade, exceto em veículos de comunicação
01/12/2010
7319-0/99
Outras atividades de publicidade não especificadas anteriormente
01/12/2010
8020-0/00
Atividades de monitoramento de sistemas de segurança
01/12/2010

Fonte: Econet Editora Empresarial Ltda.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Profissional deve ficar atento às informações da empresa: elas devem ficar no escritório

Quem nunca ouviu alguém comentar sobre o trabalho  em locais nada corporativos? O hábito de falar da profissão durante o almoço, no jantar, em encontro com amigos, parentes, é comum, tendo em vista o tempo que os profissionais passam no escritório. Essa prática, porém, pode se tornar prejudicial quando a conversa envolve informações que deveriam ficar entre as quatro paredes da empresa.

Não importa se é uma informação estratégica ou um plano de ação rotineiro, espalhar informações como essas pode gerar consequências nada agradáveis para quem não conseguiu manter a informação dentro do escritório. E, mesmo se os dados forem favoráveis à empresa, como um plano de aumentos salariais, por exemplo, divulgá-los pode acarretar a demissão do profissional.
A especialista de direito trabalhista da Mesquista Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados Fernanda Perregil explica que a legislação prevê penalidades para quem divulga informações da empresa fora dela e sem autorização. E as punições vêm de todos os âmbitos do Direito. “A Constituição Federal, o Código Penal e a CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas] preveem essas punições”, afirma.
O artigo 5º da Constituição Federal concede o direito de pedido de danos morais e materiais quando da quebra de sigilo das informações. Já o artigo 154 do Código Penal criminaliza a violação de segredo profissional, com punição de três meses a um ano de prisão. Já a CLT permite que a empresa demita por justa causa colaboradores que a prejudiquem com a divulgação de informações que levaram a algum tipo de prejuízo.
Mais do que as penalidades previstas na legislação, os profissionais perdem ainda mais quando acabam revelando segredos. “Ele pode ser mal visto”, comenta a gerente de Recursos Humanos da V2 Consulting, Andrea Kuzuyama. Ela explica que, quando se trata de assuntos da empresa, é preciso manter a cautela. Mesmo quando o funcionário se desliga da organização. “É uma questão de confiança. Quando você sai da empresa, as informações devem ficar na empresa”.
Uma questão de ética


Andrea acredita que a relação entre profissionais e as informações do local de trabalho envolvem o bom senso do profissional. “Se você tem essas informações, o ideal é que você não deva comentar”, diz. O headhunter e presidente da Junto Brasil - Fast Recruitment, Ricardo Nogueira, vai além: “Trata-se de uma questão de ética”.
Nogueira lembra que, dependendo do cargo que o profissional ocupa e do tipo de informação que ele detém, ele assina um termo de confidencialidade. Mas, ainda que esse termo não exista em muitas situações, os profissionais devem atentar para que dados da empresa não “vazem”, mesmo sem querer. Ricardo conta um caso de um diretor que passou dados da empresa para o e-mail pessoal a fim de terminar um trabalho em casa. A área de Tecnologia da Informação da instituição monitorou esse movimento e o executivo foi demitido.
“É importante que o profissional perceba que ele pode estar sendo monitorado a qualquer momento”, afirma o headhunter. Por isso, durante o período de trabalho, evite passar documentos da empresa, seja para um e-mail seja para um pen-drive. “Tem muitas empresas que não têm as portas abertas de USB justamente por isso”, diz.
Evite erros
Para Nogueira, o mais importante é que o profissional entenda as regras do jogo. “Você deve ter em mente as regras da empresa, as estratégias da empresa”, diz.
Para o headhunter, as regras e o bom senso devem prevalecer, mas como o bom senso é muito subjetivo, o profissional deve se agarrar aos movimentos da empresa. “Regra é regra”. E mesmo quando o profissional age de boa-fé, é preciso ficar atento.
Fernanda, advogada especialista em diretos trabalhistas, alerta que a empresa não precisa comunicar formalmente aos seus profissionais quais informações são ou não estratégicas. “Na Justiça, a empresa tem de provar que aquela informação é relevante e que sua divulgação compromete os negócios da empresa”, afirma.
Para evitar erros, Andrea, da V2, é enfática: “Cuide das informações da empresa como se elas fossem suas informações pessoais”.



Por: Camila F. de Mendonça
InfoMoney

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Você é competitivo?

Veja quando característica pode se tornar negativa

Quando em busca de resultados, os profissionais ultrapassam sua ética profissional, e competividade deixa de ser positiva

Em ambientes corporativos, profissionais competitivos geralmente conseguem se sobressair aos demais. Contudo, uma característica que, no mercado de trabalho atual, é considerada positiva pode se transformar em negativa se forem ultrapassados certos limites. Esses limites, segundo especialistas ouvidos pelo InfoMoney, esbarram principalmente na ética de cada profissão.
Nem todo profissional considerado competitivo possui essa característica de maneira saudável. Para o vice-presidente da De Bernt Entschev, Bernardo Entschev, a competitividade saudável respeita o desenvolvimento de todos que atuam em torno desse profissional competitivo. “Quando essa competitividade começa a prejudicar a equipe, não é interessante para a empresa, porque a equipe acaba sendo desmantelada”, afirma.
A competitividade extrema e prejudicial é aquela que leva o profissional a “puxar o tapete” de seus colegas, a fim de se destacar. “É a competitividade pela competitividade pura e simples”, considera a consultora de Recursos Humanos do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo, Juliana Saldanha. “Essa característica é saudável quando ela se alinha com o objetivo da empresa, se tornando um meio para elevar a produtividade”, acredita.
Para ela, um profissional competitivo que não ultrapassa os limites de seu cargo e profissão não enfrenta grandes problemas, por ter essa característica. Ao contrário: ele só ajuda a equipe a buscar por respostas mais rápidas e criativas. “A competitividade saudável melhora os resultados”, diz.
O competitivo
Embora seja clara a questão de existir uma competitividade prejudicial e uma saudável, nem todo mundo que busca resultados no ambiente de trabalho pode ser considerado competitivo. Para a psicóloga e psicoterapeuta Clarice Barbosa, o competitivo é persistente e gosta de desafios – características essenciais para lidar com o mercado que é igualmente competitivo.
Onde está o problema, então? No jogo de cintura desses profissionais. “Vivemos em uma sociedade competitiva. E muitos foram estimulados a competir desde pequenos. Aqueles que foram ensinados a competir olhando para o resultado final costumam desenvolver medo de serem rejeitados quando não conseguem vencer”, explica a especialista. “Eles se tornam competitivos, mas não sabem lidar com as frustrações”, completa Clarice.
Nessa facilidade ou não de lidar com os erros e acertos é que se encontra a raiz da competitividade saudável e da prejudicial. Aquele profissional que só visa à vitória, fará de tudo para que isso ocorra, ainda que alguém saia ferido no meio do caminho. “Ele perde a noção dos limites e os ultrapassa”, diz a psicóloga. Para Juliana, do Grupo Soma, é aí que a competitividade que poderia ajudar o profissional acaba atrapalhando. “Ele perde o foco e passa a agir pensando nele mesmo”.
E nem só o ambiente onde são criados tornam os profissionais cada vez mais competitivos. Para a consultora, as empresas estimulam essa competitividade. “Muitos profissionais têm remuneração variável. Isso já estimula essa característica”, reforça Juliana.
“Os competitivos são focados em resultado, são pessoas que verbalizam que vão lidar pelas metas”, reforça Entschev. “A regra do mercado é trazer resultado, por isso, esse mercado estimula cada vez mais essa competitividade”, afirma. Esse foco do mercado, aliado às elevações de nível cada vez mais rápidas, tem grande parcela de culpa na formação de profissionais competitivos ao extremo.
Estabelecendo limites
Não tem jeito, a competitividade é parte de nossa essência e, se não for, acabamos desenvolvendo essa característica ao longo do tempo. Por isso, é melhor mesmo concentrarmos essa energia de modo positivo tanto para o desenvolvimento profissional como pessoal. Para Entschev, existe um limite que deve ser imposto pela empresa.
“O profissional competitivo tem planejamento de carreira orientado para os resultados e tem os seus objetivos alinhados com os da empresa. É um profissional que tem visão de longo prazo, é automotivado e busca o autodesenvolvimento”, lembra Juliana. Por isso, é preciso que ele desenvolva essa característica sempre de olho nos limites da empresa e na sua ética profissional.
Clarice, por sua vez, lembra que, por trás da competitividade, existe uma vontade de crescer e isso é positivo. Por isso, ela não fala em limites e sim em “filtros”. “Esse filtro é a pessoa se perguntar se ela está indo além dos seus limites. O profissional precisa resgatar sua ética profissional”. Entschev reforça: “o excesso de competitividade não é atraente para o mercado”.

Por Camila F. de Mendonça, InfoMoney