Quem nunca ouviu alguém comentar sobre o trabalho em locais nada corporativos? O hábito de falar da profissão durante o almoço, no jantar, em encontro com amigos, parentes, é comum, tendo em vista o tempo que os profissionais passam no escritório. Essa prática, porém, pode se tornar prejudicial quando a conversa envolve informações que deveriam ficar entre as quatro paredes da empresa.
O artigo 5º da Constituição Federal concede o direito de pedido de danos morais e materiais quando da quebra de sigilo das informações. Já o artigo 154 do Código Penal criminaliza a violação de segredo profissional, com punição de três meses a um ano de prisão. Já a CLT permite que a empresa demita por justa causa colaboradores que a prejudiquem com a divulgação de informações que levaram a algum tipo de prejuízo.
Mais do que as penalidades previstas na legislação, os profissionais perdem ainda mais quando acabam revelando segredos. “Ele pode ser mal visto”, comenta a gerente de Recursos Humanos da V2 Consulting, Andrea Kuzuyama. Ela explica que, quando se trata de assuntos da empresa, é preciso manter a cautela. Mesmo quando o funcionário se desliga da organização. “É uma questão de confiança. Quando você sai da empresa, as informações devem ficar na empresa”.
Uma questão de ética“É importante que o profissional perceba que ele pode estar sendo monitorado a qualquer momento”, afirma o headhunter. Por isso, durante o período de trabalho, evite passar documentos da empresa, seja para um e-mail seja para um pen-drive. “Tem muitas empresas que não têm as portas abertas de USB justamente por isso”, diz.
Evite errosPara Nogueira, o mais importante é que o profissional entenda as regras do jogo. “Você deve ter em mente as regras da empresa, as estratégias da empresa”, diz.
Para o headhunter, as regras e o bom senso devem prevalecer, mas como o bom senso é muito subjetivo, o profissional deve se agarrar aos movimentos da empresa. “Regra é regra”. E mesmo quando o profissional age de boa-fé, é preciso ficar atento.Fernanda, advogada especialista em diretos trabalhistas, alerta que a empresa não precisa comunicar formalmente aos seus profissionais quais informações são ou não estratégicas. “Na Justiça, a empresa tem de provar que aquela informação é relevante e que sua divulgação compromete os negócios da empresa”, afirma.
Para evitar erros, Andrea, da V2, é enfática: “Cuide das informações da empresa como se elas fossem suas informações pessoais”.
Por: Camila F. de Mendonça
InfoMoney
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